A Homeopatia no tratamento da Rinite Alérgica

 

A Rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz.

Algumas das funções deste órgão são: filtrar as impurezas e microrganismos, presentes no ar que inalamos, humidificar e aquecer o ar destinado aos pulmões.

Há vários tipos de rinite, a alérgica, porém, manifesta-se, geralmente, quando a pessoa entra em contato com um dado alérgeno. Pode se um ácaro, alguns medicamentos, produtos químicos irritantes ou pólenes, geralmente os das gramíneas, neste caso, conhecida, vulgarmente, por Febre dos Fenos, cujas manifestações são mais evidentes na Primavera e no Outono.

Dos sintomas, sobejamente conhecidos, fazem parte espirros, tosse seca, nariz entupido, rinorreia aquosa, olhos vermelhos e lacrimejantes, comichão do palato, do nariz e da garganta

 

TRATAR A RINITE PELA HOMEOPATIA

Antes de nos referirmos a alguns remédios, convém recordar que em Homeopatia o foco do tratamento é o paciente, não a patologia, por essa razão, é difícil, e não recomendável, estabelecer unicamente uma relação remédio/diagnóstico. Numa prática correta e responsável, o homeopata não deve indicar um remédio sem a prévia e cuidadosa anamnese do paciente, o remédio bem indicado num caso clínico poderá não ser o mais aconselhável noutro caso, apesar do diagnóstico ser o mesmo.

Do ponto de vista da Homeopatia, cada doença tem uma determinada frequência, quando somos acometidos por uma patologia, adoecemos como um todo, não é apenas o local, neste caso, o nariz, que está doente, todo o organismo vibra na frequência dessa doença e o que o homeopata tem que apreender é globalidade sintomática do doente e procurar, na Natureza, um remédio que tenha uma frequência ou vibração semelhante à forma como o paciente, na sua globalidade, manifesta a doença.

Contudo, dado a rinite alérgica apresentar um conjunto de sintomas estereotipados, podemos encontrar, facilmente, na Matéria Médica Homeopática alguns remédios com tropismo pelas vias respiratórias superiores que cobrem a generalidade sintomática da maioria dos afetados por esta alergia.

 

REMÉDIOS HOMEOPÁTICOS MAIS COMUNS EM RINITE ALÉRGICA

Entre muitos outros, os remédios que se seguem apresentam um quadro sintomático muito semelhante às diversas formas como os pacientes, geralmente, manifestam os seus sintomas.

Sabadilla: É um remédio cujos sintomas característicos se aproximam muito do quadro da Febre dos Fenos. A pessoa é muito sensível ao cheiro das flores, espirra de forma compulsiva e violenta, as mucosas estão muito irritadas com sensação de ardor e as conjuntivas vermelhas. Podem surgir micropápulas muito pruriginosas no véu do palato que o paciente tenta acalmar coçando com a língua.

Sanguinaria: Febre dos Fenos com ardor violento e secura das mucosas, hipersensibilidade aos cheiros, especialmente o das flores. As manifestações são mais proeminentes durante o mês de Junho.

Allium cepa: Os olhos estão muito vermelhos lacrimejantes e com muita comichão, há grande sensibilidade à luz, comichão e ardor no nariz, espirros em ambientes aquecidos. O paciente melhora ao ar livre

Wyethia: Forte comichão do palato, ouvidos e nariz, pigarrear constante, a laringe está seca e a arder, ataques de espirros.

Arsenicum album: Ao contrário de Allium, tudo agrava ao ar livre e com o frio. Melhora em ambientes aquecidos e ao inalar água quente, exige calor, a rinorreia é aquosa e corrosiva, provocando ferida no lábio superior.

Sendo a histamina um dos principais mediadores químicos envolvidos na resposta inflamatória e alérgica pela sua função vasodilatadora, em Homeopatia um dos remédios muito utilizados para baixar os níveis de histamina e reduzir a sintomatologia que lhe está associada, é Poumon histamine, um dessensibilizador natural usado com muito êxito nas mais diversas manifestações alérgicas e, por isso, um dos primeiros a eleger em fenómenos histamino dependentes.

 

CUIDADOS A TER COM A ALIMENTAÇÃO

 

Além do tratamento com o remédio homeopático adequado durante a crise, é fundamental a alteração de hábitos de vida, de higiene e, sobretudo, alimentares. No que a este último diz respeito, devem ser evitados alimentos com glúten, lácteos e os açúcares e aumentar o consumo de alimentos e plantas medicinais com poderes anti-inflamatórios. O recurso à micoterapia e a ingestão regular de Probióticos, com as estirpes mais adequadas à situação e de Prebióticos ajudarão a manter um microbiota saudável, a nível do intestino e de todo o trato respiratório, a respeitar o equilíbrio do organismo e, naturalmente, a reduzir a predisposição para inflamações e alergias.

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