Fibromialgia: Tratar pela Natureza

A Fibromialgia é um transtorno muito complexo e altamente debilitante e que se carateriza, sobretudo, pela dor generalizada e por um esgotamento físico e mental crónico. Porém, outros sintomas se podem também manifestar, tais como, cefaleias, rigidez matinal, crises de ansiedade e de pânico, depressão, distúrbios do sono ou síndrome do cólon irritável.

Manifesta-se com maior frequência nas mulheres, ainda que não exclusivamente e, naturalmente, contribui, e em muito, para a redução da qualidade da vida de quem sofre deste problema.

De um modo geral, considera-se como sendo uma patologia do Sistema Músculo Esquelético, mas sabe-se também que os pacientes que apresentam este diagnóstico possuem uma maior sensibilidade à dor, em resultado de uma alteração a nível do seu Sistema Nervoso, e que resulta num aumento de intensidade de qualquer estímulo doloroso.

Estudos recentes provam a possibilidade de existir uma alteração no eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), com atividade elevada da hormona libertadora de corticotropina (CRH) e da substância P, podendo, também, afetar os

sistemas endócrino e imunitário.

Não existem exames que possam confirmar um diagnóstico preciso, a classe médica baseia-se apenas no teste de, pelo menos, doze pontos sensíveis, dos dezoito estabelecidos pelo Colégio Americano de Reumatologia.   

   

Desconhece-se uma causa aparente para o seu aparecimento, embora possa estar associado, a fatores como o stresse ou traumas psíquicos, e também não existe um tratamento convencional específico para este problema. De um modo geral, a terapêutica convencional assenta, sobretudo, em analgésicos, antidepressivos, ansiolíticos e relaxantes musculares.

A Homeopatia

A Fibromialgia, ou qualquer que seja o diagnóstico, para a Medicina Homeopática serve apenas como uma referência, não serve para a eleição de um remédio. O foco desta ciência são os sintomas únicos e peculiares que individualizam o paciente e o tornam distinto de outros doentes com um mesmo diagnóstico. Assim, importa saber o que poderá ter estado na origem do aparecimento desta manifestação, seja um trauma físico ou mental, seja uma perda ou uma dor psicológica profunda ou ainda um esforço, excessivo e continuado, capaz de conduzir o(a) paciente a um estado de exaustão e esgotamento do Sistema Nervoso.

Desta feita, os remédios poderão ser tantos quanto as causas e as características individuais de cada indivíduo.

De entre aqueles que mais se adequam ao quadro clínico acima referido, poderemos destacar os seguintes:

Arnica montana:

Remédio traumático por excelência, mental ou físico, de efeitos recentes ou remotos. O doente não suporta a ideia da aproximação de alguém, com receio de ser tocado devido à hipersensibilidade à dor. Qualquer local onde se deite parece duro e provoca extrema dor.

Rhus toxicodendron:

Extrema agitação e inquietação, mental e física, o paciente não encontra uma posição de conforto. Grande rigidez, especialmente matinal, o primeiro movimento é quase impossível, melhora, lentamente, com o movimento continuado. Consequências de esforços prolongados e excessivos.

Causticum:

Trata-se de um remédio cuja esfera de ação são os nervos e os músculos, incluindo os das pernas, laringe ou bexiga, conduzindo, progressivamente, à paralisia, incontinência urinária ou dificuldades de deglutição. As articulações tornam-se rígidas e os tendões tendem a encurtar e a contrair. São, de um modo geral, pessoas muito voluntariosas e defensoras de grandes causas que nem sempre veem as suas lutas e os seus esforços reconhecidos.

Gelsemium:

Profunda fraqueza física, mental e emocional, incapacidade para enfrentar as situações quotidianas, prostração total, melhora em repouso, aversão a companhia, mesmo que esta permaneça em silêncio. Depressão e tremenda ansiedade antecipatória, seja por exposição pública, por realização de pequenas tarefas ou medo de más notícias, falta de força e de coragem para enfrentar pequenos desafios.

Terapêutica coadjuvante Neste tipo de manifestações,o recurso a moduladores dos neurotransmissores, com o triptofano, percursor de serotonina são de extrema importância. Algumas plantas com efeito calmante e sedativo, como a Valeriana, e relaxantes musculares como o Magnésio podem contribuir para um maior alívio dos sintomas.

O recurso a moduladores da dor e da inflamação, como a Rosa Canina e o Harpagophytum, pela sua ação analgésica, e os ómegas 3 estão fortemente indicados no alívio da inflamação e da rigidez.

Existem ainda outros recursos como a Terapia Floral, a Aromoterapia, a Micoterapia e uma dieta equilibrada que poderão ser preciosos auxiliares na melhoria da qualidade da vida destes doentes.

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